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O Neoclássico em Estremoz

Quarta-feira, 09.12.20

O Neoclássico

No final do século XVIII e com origem, em grande parte, na Real Fábrica de Louça do Rato, de Lisboa, a azulejaria assimila o neoclassicismo, estilo internacional divulgado através das gravuras de Robert e James Adam. O movimento apareceu como uma reação contra os excessos decorativos do Barroco e do Rococó. A sua influência mantem-se até meados do séc. XIX.

Os painéis cerâmicos são agora silhares baixos preenchidos com ornatos leves, de requintada policromia e sem expressão de volume, marcando-se os centros com medalhões monocromáticos.

Convento de S. Francisco (Hoje Regimento de Cavalaria 3)

Escadaria

Barras com fundo a amarelo com contorno em castanho (óxido de manganês), decoradas com plumas e laçarias a castanho, volutas de folhagem a verde (óxido de cobre);

Fundo a branco (óxido de estanho);

Cartelas centrais em castanho (óxido de manganês) mostrando cenas da vida diaria (caçador acompanhado por criança, pastoreio, festa, musica, passeios pelo campo e uma de elas duas inagem que parecem estar a lutar);

Figuras femininas em azul (óxido de cobalto);

Decorações a amarelo, azuis e verde.

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publicado por azulejoseu às 20:48

Fonte de Santa Maria - Estremoz

Sexta-feira, 29.07.16

 

 

Fonte de Santa Maria

Azulejaria do Século XVIII

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Santo António a pregar aos peixes.

 

Pormenores:

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 http://estremozcidade.blogs.sapo.pt

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publicado por azulejoseu às 12:31

Estremoz - Azulejaria de fachada século XX

Quinta-feira, 24.12.15

Azulejaria de fachada século XX

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Orago dos agricultores

 

Registo de S. Isidro, inscrito na fachada de uma antiga moagem, sita na Rua do Reguengo (Serpa Pinto).

         Trata-se de um registo com alguma dimensão, monocromático de moldura recortada, ao gosto setecentista, representando Santo Isidro, foi executado em 1955 na fábrica Sata Ana.

 

 

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 Friso

Rossio Marquês de Pombal

 

 

Capelas dos Passos

Azulejos fabricados na cidade de Aveiro, na Fábrica Aleluia, desconheço o nome do seu autor.

 

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 Rossio Marquês de Pombal

 

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 Largo do Espirito Santo

 

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Rua da Porta da Lage

 

 

Escola Secundária Rainha Santa Isabel (Antiga Escola Comercial e Industrial de Estremoz) átrio de entrada.

Da autoria de Estrela da Liberdade Alves Faria (1962)

A pintora sempre assinou apenas Estrela Faria ou, então apenas "estrela" desenhando uma pequena imagem de estrela nas suas obras plásticas.

 

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publicado por azulejoseu às 13:22

Azulejaria de Estremoz - Século XX

Segunda-feira, 30.11.15

Arte Déco

 

O período em que se manifestou o estilo “Arte Déco” está diretamente relacionado com as novas formas de comunicação, novos materiais, as modernas tecnologias, a iluminação elétrica, o recetor de rádio, o telefone, o transatlântico, o avião, os reclamos luminosos, que contribuíram para o estabelecimento de uma cultura do ser-se mais moderno, equivalendo à negação dos modelos tradicionais, inclusive da linguagem Arte Nova.

         Assim aceitam-se de bom grado a sobriedade, a austeridade, a pureza a simplificação das formas, tidas como símbolos de elegância e de distinção.

         Nasce assim um novo conceito, o “Design”.

         Em Portugal a Arte Déco inicia-se por volta de 1920 e mantém-se até 1940. A geometrização das formas e a anulação dos efeitos volumétricos manifestam-se através de um design severo mas de grande qualidade.

         Este tipo de decoração está pouco representada na nossa cidade, no entanto podemos ver um pouco desse estilo num prédio existente na Avenida 25 de Abril, junto ao Teatro Bernardim Ribeiro, imóvel que terá sido mandado construir pelo empresário que a data explorava o Teatro Bernardim Ribeiro, Simões de Sousa.

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Friso 

Rua 9 de Abril (Avenida 25 de Abril)

 

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Rua 9 de Abril 

 

Estação dos Caminhos de Ferro

 

         Conta nas suas paredes com dez painéis de azulejaria regionalista emoldurados por cercaduras policromas em estilo neorococó típico da azulejaria regionalista portuguesa entre os anos de 1920 e 1940; foram pintados precisamente neste último ano sendo da autoria do pintor Alves de Sá que por esta altura trabalhava na fábrica Viúva Lamego.

         Revelam-se hoje como uma importante coleção de azulejaria da cidade, retratando a beleza e o simbolismo de alguns espaços desta urbe assim como das atividades ai desenvolvidas.

         Neste momento encontram-se num processo de franca degradação necessitando de uma rápida intervenção.

 

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Este painel apresenta um erro, o que se encontra ao fundo, Igreja de Santa Maria e torre da galeria D. Dinis, estão invertidos, a igreja deveria estar à esquerda e a torre à direita, erro algo frequente devido à passagem do desenho para os azulejos, através de papel vegetal, por decalque ou pela tecnica do papel vegetal picotado e boneca de carvão.

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 Porta de Santarém

Foto de - Artur Pastor

Série Cidades. Estremoz, décadas de 40/50.

 

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publicado por azulejoseu às 17:46

Azulejaria de Estremoz - Século XX

Domingo, 29.11.15

 

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Rua 9 de Abril

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 Autor - Carlos Afonso Soares que trabalhava para a Fábrica de Cerâmica de Sacavém.

  

A Arte Nova surgiu como corrente artística na Europa nos finais do século XIX. O termo, Art Nouveau, teve a sua origem no nome atribuído pelo negociante de arte Siegfried Samuel Bing á galeria de arte que abriu em Paris, em 1895, "La Maison de L' Arte Nouveou.

A Arte Nova em Portugal não possui uma certidão de nascimento, no entanto é consensual que o seu aparecimento se deu no inicio do século XX. Foi um estilo que se implantou rapidamente mas com uma duração um tanto ou quanto curta, durou, se tanto, um quarto de século. Pretendia ser um estilo totalmente inovador, que se caracterizava pela utilização da linha curva, aproveitando ao máximo a noção de movimento que esta transmite. A natureza era a fonte de inspiração dos “Artistas” que a ela se dedicavam.

Na nossa cidade existem vários imóveis cujas fachadas se encontram decoradas com frontões e frisos bastante representativos do estilo Arte Nova, alguns deles terão sido feitos por encomenda, pois estão perfeitamente integrados nas fachadas, poderemos chamar-lhes "fachadas especiais", são quase sempre atribuíveis a um determinado autor e desenhados para um espaço específico, sendo alguns florais (Avenida 9 de Abril) e outros figurativos (Avenida 25 de Abril).

 

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Avenida 25 de Abril

 Grupo azulejar Arte Nova, motivos naturalistas, inserido na fachada do palacete mandado construir por João Lopes Nunes Vieira da Silva, desconheço o autor e a fábrica onde foram produzidos.

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Fachada Arte Nova

Rossio Marquês de Pombal

 

 

 

Frisos Arte Nova em Estremoz

 

slide0010_image192.jpgAvenida 25 de Abril

 

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Rua 9 de Abril

 

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Rua 9 de Abril

 

 

slide0010_image196.jpgRossio Marquês de Pombal

 

 

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Friso vegetalista Arte Nova com jarros e folhas.

Rossio Marquês de Pombal

 

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Friso Arte Nova provavelmente produzido na Fábrica das Devezas, Vila Nova de Gaia.

Rua de São Pedro

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Av. 25 de Abril

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publicado por azulejoseu às 17:59

Azulejaria de Estremoz

Sábado, 28.11.15

 

Alminhas 

Surgiram após o Concílio de Trento e são, maioritariamente constituídas por um único azulejo ou conjuntos de quatro representando grupos de fiéis rodeados pelas chamas do Purgatório.

 

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Rossio Marquês de Pombal

  

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Rua Capitão Mouzinho de Albuquerque

 

Capela das Almas

 

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            Mandada construir na Rua das Almas, em terrenos pertencentes à Santa Casa da Misericórdia, por “Jozeph Mendes da Silveira Briozo” para invocação de Cristo, e junto a ela uma casa para recolha dos ossos retirados do cemitério da S. Casa.

            Eram, ainda, aqui recolhidas muitas esmolas que depois serviam para mandar dizer missas para purificação das almas.

            Ainda há poucos anos era um local bastante utilizado pelos habitantes da cidade para as suas preces, principalmente aquando das suas visitas aos entes queridos já falecidos.

 

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No seu altar encontra-se um pequeno painel, dos finais do século XVIII, que representa as Alminhas do Purgatório, com a inscrição P. N. AVE Mª (Padre Nosso Avêm Maria). Necessita ser reorganizado.

Elementos soltos

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Fachada da Igreja de Nossa Senhora dos Mártires 

 

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            Azulejaria do século XVII aplicada no espelho de uma escadaria na rua de S. Catarina. Friso de cadeia com flor. Terão feito parte de uma grande composição de tapete.

 

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 Placa toponímica

Rua Capitão Mouzinho de Albuquerque

(Oferecida pelo Automóvel Clube de Portugal)

 

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Registo

 Quinta de São Miguel

 

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 Estação de caminhos de ferro de Estremoz

 

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 Azulejaria de tapete Século XVII

(Residência particular)

Traseiras da Câmara Municipal - Século XVIII

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Elementos Soltos - Século XVIII

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publicado por azulejoseu às 15:45

Azulejaria de Estremoz - SÉCULOS XIX/XX

Sábado, 07.11.15

 

AZULEJARIA DE FACHADA

 

O azulejo de padrão, industrial ou semi-industrial, conquista, a partir de meados do século XIX, de forma vigorosa o espaço urbano português, apresentando-se como um material de construção com ótimas características físicas e muito agradável visualmente, para além de bastante económico. Não apresenta características decorativas únicas, são distintos no Norte e no Sul. Os dois maiores centros de produção foram o Porto e Lisboa.

 

slide0023_image139.jpg  Rua 31 de Janeiro

 

A grande parte dos azulejos produzidos no norte, cidade do Porto, apresenta uma decoração relevada bastante pronunciada, a sul , com centro de produção em Lisboa, mantém-se uma decoração produzida por estampilhagem.

slide0023_image141.jpgRua S. João de Deus

 

 Este reaparecimento do azulejo está muito ligado ao regresso a Portugal de famílias emigradas no Brasil.

Não podendo comparar a cidade de Estremoz com Lisboa ou Porto aqui ficam alguns dos exemplares que nela se podem ver.

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Rossio Marquês de Pombal

 

slide0025_image146.jpg   Rua D. Vasco da Gama

 

slide0025_image148.jpgRossio Marquês de Pombal

 Azulejos relevados Arte Nova, provavelmente produzidos na Fábrica do Desterro.

(Fundada em 1889 na Rua Nova do Desterro em Lisboa porCampos, Neves & Branco)

 

slide0025_image151.jpg   Rossio Marquês de Pombal

 

slide0026_image153.jpg Rua 1.º de Janeiro

 

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Rua de S. Pedro

 

slide0026_image157.jpg Rua de S. Pedro

 

slide0026_image159.jpg Rua S. João de Deus

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Largo da República

 https://azulejoseu.blogspot.com

 

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publicado por azulejoseu às 14:25

Azulejaria de Estremoz " Época Pombalina"

Sábado, 07.11.15

 

Época Pombalina

 

A época pombalina ficou ainda marcada por uma azulejaria utilitária, que surgiu após o terramoto de 1755.

Este tipo de azulejo, de grande produção e de baixo custo e com ótimas características físicas e estéticas, foi utilizado intensivamente na decoração de escadas e vestíbulos, durante a reconstrução da cidade de Lisboa, espalhando-se depois por todo o país.

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publicado por azulejoseu às 13:51

Azulejaria de Estremoz "Fábrica Real"

Sexta-feira, 30.10.15

Azulejaria de Estremoz "Fábrica Real"

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A produção de cerâmica em Estremoz poderá remontar ao reinado de D. João II (1418 – 1495), sendo muito conhecidos os seus barros vermelhos, tendo a sua máxima expressão nos chamados ”Púcaros de Estremoz” de inconfundível beleza, eram bastante conhecidos e apreciados muito para além das fronteiras alentejanas. A produção de faiança pintada terá tido início por volta de 1770, tendo terminado a sua produção no século XIX (1825).

De grande relevância é a menção a um mestre pintor, dois oficiais de pintor e um oficial de oleiro, da Fábrica de Louça de Estremoz” que Joaquim Torrinha encontrou no arquivo da S. C. da Misericórdia.

Não se pode afirmar serem estes artesãos os responsáveis pela fabricação de louça fina, mas esta foi produzida na cidade por várias oficinas, não sendo no entanto possível determinar os seus locais de implantação. Joaquim Torrinha pensou poder localizar na rua do Lavadouro nº 11 uma das fábricas, no entanto, Mário Alberto Nunes Costa argumenta que o painel de azulejos com as armas reais e com a legenda Fábrica Real assinala provavelmente o local de uma fábrica de alcatifas pertencente a Francisco Mailhol, segundo o referido autor, a única que a documentação encontrada refere como autorizada a intitular-se Real.

Até à presente data apenas é conhecido um painel, “Entrega do escapulário a S. Simão Stock”, que ostenta os dizeres “ Fábrica de Estremoz 1799”, está este exposto no Museu Municipal.

 

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publicado por azulejoseu às 20:34

Azulejaria de Estremoz "O Rococó"

Sábado, 24.10.15

 

 

CONVENTO DAS MALTEZAS

S.JOÃO DA PENITÊNCIA

Após a morte de D. João V, por volta de 1750, e já com o Marquês de Pombal em plena atividade governativa, a azulejaria dará um novo passo em frente sob a influência estética rococó. A exuberância decorativa do período anterior desaparece, regressa o policromatismo, utilizando quatro cores. As guarnições em amarelo, verde, castanho manganés (roxo manganés) e azul, numa primeira fase a parte central (figuras) a castanho, regressando mais tarde novamente ao azul.

As guarnições passam a exibir as asas de morcego e os concheados assimétricos, característicos do estilo Luís XV, chegado até nós através de gravuras provenientes da Europa Central.

Os painéis figurativos da época retratam normalmente cenas bucólicas e galantes.

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publicado por azulejoseu às 21:25





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